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Denúncia é instrumento para fazer valer a lei e os direitos do cidadão

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“O Ministério Público de Mato Grosso foi porta aberta para mim em vários casos, mas especialmente para conseguir um exame para meu filho especial. Foi bem rápido, graças ao trabalho da Ouvidoria. Fizemos e estou com o resultado em mãos”. Esse é o depoimento da Laureângela Aparecida de Oliveira, de 39 anos, dona de casa e mãe de uma criança e uma adolescente especiais. Ela registrou uma demanda pela Ouvidoria do Ministério Público do Estado em fevereiro de 2022, solicitando a intervenção ministerial para conseguir o exame de Sequenciamento Completo do Exoma, um teste abrangente que identifica alterações no DNA humano capaz de detectar doenças genéticas raras, que pode custar de R$ 8 mil a R$ 16 mil.

O exame era para o filho de pouco mais de um ano na época. A demanda foi registrada pela equipe da Ouvidoria e encaminhada à 19ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Cuiabá. Após diversas tentativas de solucionar o caso no âmbito extrajudicial, por meio da expedição de notificações recomendatórias ao Município e ao Estado, o promotor de Justiça ajuizou Ação Civil Pública em abril de 2022. O pedido de liminar foi deferido pela Justiça em maio do mesmo ano, determinando que o poder público realizasse o exame e autorizando o bloqueio judicial.

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Essa foi uma das 6.247 manifestações recebidas pela Ouvidoria do MPMT no ano de 2022 por meio dos canais de atendimento à população mato-grossense. Foram, em média, 520 registros mensais, o equivalente a 26 atendimentos por dia útil. O tema mais demandado foi improbidade administrativa, com 1.367 manifestações, o equivalente a aproximadamente 22% do total. Na sequência, os assuntos mais requisitados foram defesa do meio ambiente, irregularidades na realização de concursos públicos, eleições, crimes, educação, saúde, infância e juventude, dentre outros.

A maior parte das manifestações, cerca de 35%, veio de Cuiabá. Os demais municípios que encabeçam o ranking são Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, Paranatinga, Barra do Garças e Tangará da Serra. Do universo de registros, 2.756 já foram resolvidos e encerrados, o que representa 44%, e apenas 13 foram invalidados. Os demais, foram recebidos, cadastrados no sistema e aguardam resposta das Promotorias de Justiça.

“A Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso é um canal aberto de comunicação com o cidadão, que recebe, examina e encaminha reclamações, denúncias, críticas, apreciações, comentários, elogios, pedidos de informação e sugestões para as Promotorias de Justiça e para outras instituições também, quando necessário. Ela tem como missão atender as demandas da sociedade e elevar a transparência do trabalho desenvolvido. Trabalhamos para a população, nosso ‘patrão’ é o povo”, explica a ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres.

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Contato – A população pode acessar a Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso pelo telefone 127 (ligação gratuita), pelo WhatsApp nos números (65) 99259-0913 | 99269-8113 | 99271-0792 | 99255-4681, aplicativo MP Online (disponível para os sistemas operacionais Android e iOS), e-mail [email protected] e formulário eletrônico de manifestação (veja aqui). Além disso, há atendimento in loco nos bairros e municípios por meio do projeto Ouvidoria Itinerante e atendimento presencial das 12h às 19h, de segunda à sexta-feira, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça (Rua Procurador Professor Carlos Antônio de Almeida Melo, quadra 11, n° 237, Centro Político e Administrativo, Cuiabá-MT).

Fonte: MP MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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