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Escolas municipais já podem se inscrever no concurso cultural “A escola ensina, a mulher agradece”

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Foto em plano aberto, tirada de cima, que mostra o auditório da Secretaria de Educação de Cuiabá lotada. No placo, sentados no dispositivos de honra estão diversas autoridades do Poder Judiciário, bem como do Executivo e Legislativo de Cuiabá.

Estudantes do 1⁰ ao 5⁰ ano do Ensino Fundamental da rede municipal de ensino de Cuiabá estarão envoltos na reflexão, debate e produção artística sobre o combate à violência contra a mulher, durante os meses de outubro e novembro, por meio do concurso cultural “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, que vai incentivar e premiar as melhores produções nas categorias redação, poema, desenho, música e vídeo. O lançamento para diretores e coordenadores escolares ocorreu nesta segunda-feira (20), no auditório da Secretaria Municipal de Educação.

O projeto é fruto de uma parceria entre o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), e as Secretarias Municipais da Mulher e de Educação de Cuiabá. O objetivo é promover a conscientização sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher e desenvolver a capacidade crítica e criativa dos estudantes, valorizando a expressão artística e identificando talentos.

 Desembargadora Maria Erotides Kneip em pé e sorrindo. Ela é uma senhora branca, de cabelos grisalhos, usando blazer azul marinho e colar com pingente de Nossa Senhora.

Coordenadora da Cemulher-MT, a desembargadora Maria Erotides Kneip ressalta que o concurso cultural também é uma forma de acolher as crianças que vivem em contexto de violência. “Enquanto as crianças estão produzindo desenhos, fazendo redações, poesias, música ou videoclipes, elas estão pensando sobre o assunto e, ao mesmo tempo, trabalhando a dor que muitas delas sofrem como resultado da violência dentro de casa. Nós pensamos em começar o projeto com as crianças pequenas por causa da formação, para que elas possam realmente resultar em adultos mais equilibrados, mais serenos e que sejam capazes de ressignificar qualquer sofrimento e qualquer violência da qual sejam vítimas”, explica.

Prefeito Abílio Brunini em pé, falando ao microfone e sorrindo. Ele é um homem branco, careca, usando calça escura e camiseta cinza. Do lado esquerdo da foto, sentados e sorrindo, estão a primeira-dama e vereadora Samantha Íris e o secretário de Educação de Cuiabá, Amauri Fernandes.

Para o prefeito Abílio Brunini, o Poder Público tem o potencial de, por meio das escolas, contribuir na construção do caráter das crianças. “Tratar desse assunto nas escolas faz com que a gente possa moldar nessa criança o caráter, onde ela vai conseguir ter o discernimento do que é certo, do que é errado e perceber também que aquela influência, aquela cultura, aquela informação ou até mesmo aquela agressão que ela presencia em casa, que aquilo não é correto. Então, esse trabalho, nessa fase, nas escolas municipais, é essencial. E eu quero parabenizar o Tribunal de Justiça por esse olhar atento, em pequenos detalhes, para que possamos fazer mudanças significativas na sociedade”, afirmou.

Juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges fala sorrindo ao microfone. Ela é uma mulher branca, de cabelos e olhos castanhos, usando vestido bege e moletom de tricô verde e colar dourado com pingente de flor.

Idealizadora do concurso “A escola ensina, a mulher agradece”, juntamente com a desembargadora Maria Erotides, a juíza da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Tatyana Lopes de Araújo Borges, fez a apresentação do projeto aos profissionais da Educação. “Sabemos que é preciso trabalhar os nossos jovens para ter um futuro melhor. E entendemos que a educação é uma estratégia fundamental para que possamos ter uma mudança dessa cultura de violência, cultura do machismo, ainda presente em nossa sociedade”, destaca.

A secretária municipal da Mulher, tenente-coronel PM Hadassah Suzannah, também fez uma apresentação aos educadores sobre a forma como a Pasta atua no combate à violência contra a mulher e de que forma pode contribuir com as escolas em casos identificados junto aos estudantes. Dentre os serviços disponibilizados estão atendimento psicossocial, orientação jurídica, balcão de empregos, armário solidário, palestras, cursos de qualificação, entre outros.

Secretária da Mulher de Cuiabá, Hadassah Suzannah, fala ao microfone. Ela é uma mulher branca, de olhos castanhos claros, cabelos castanhos claros com mechas loiras, usando blusa, colete e cinto pretos, acessórios prateados e óculos de grau.

“Esse é um trabalho muito importante, com a junção de instituições de referência na sociedade. Sabemos que quanto mais se fala no tema, mais casos devem surgir, então nós estamos num trabalho grande de equipe, todos em prol dessas mulheres”, disse a secretária.

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O secretário de Educação de Cuiabá, Amauri Fernandes, enalteceu a união de esforços entre Judiciário e Executivo municipal no combate à violência doméstica. “Estamos todos juntos nessa grande luta que é evitar a violência contra a mulher, diminuir esses casos que acontecem contra a mulher cuiabana. Toda essa força-tarefa vai visitar as escolas, vai orientar as crianças. E com essas manifestações culturais, nós queremos que as crianças tragam para a escola o que está acontecendo e que, assim, nós possamos ajudá-las a minimizar a violência”.

Cronograma – As escolas podem se inscrever no concurso cultural “A escola ensina, a mulher agradece” entre os dias 20 e 27 de outubro, por meio do endereço eletrônico disponibilizado pela Secretaria Municipal de Educação. Poderão ser inscritos trabalhos produzidos entre 17 de outubro e 15 de novembro. Nos dias 18 e 19 de novembro, ocorrerá a premiação da etapa escolar por regionais. A grande final municipal e estadual está prevista para ocorrer no dia 25 de novembro.

Além das autoridades mencionadas, também participaram do lançamento do concurso cultural a primeira-dama e vereadora Samantha Íris, as vereadoras Michelly Alencar e Baixinha Giraldelli, a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa e o juiz Marcos Terêncio (respectivamente, da 1ª e da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá), as secretárias municipais Hélida Vilela de Oliveira (Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão), Ana Karla Costa (Comunicação) e Juliana Chiquito Palhares (Ordem Pública).

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

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Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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