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Fenovinos 2026 terá julgamentos, leilões e programação jovem em Esteio (RS) durante a Fenasul Expoleite

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A 38ª edição da Fenovinos será realizada entre os dias 13 e 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), com programação integrada à Fenasul Expoleite. O evento promete movimentar o setor da ovinocultura com foco em genética, comercialização de animais e atividades técnicas.

Pela primeira vez, a Fenovinos ocorre em conjunto com a Fenasul Expoleite, em uma promoção da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), em parceria com a Febrac, a Farsul e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

Qualidade genética e forte presença de expositores

A expectativa da organização é de grande participação de raças, criadores e expositores, reforçando o peso do evento no calendário da ovinocultura nacional.

Segundo a gerente executiva da Arco, Lorena Riambau Garcia, a programação foi estruturada para garantir fluidez nos julgamentos e ampliar a participação dos criadores.

“Teremos uma programação alinhada à Fenasul, que se encerra no domingo, com atividades distribuídas ao longo da semana”, destaca.

Julgamentos de admissão e classificação movimentam o evento

Os animais começam a entrar no parque na quarta-feira (13). Já na quinta-feira (14), será realizado o julgamento de admissão, seguindo o modelo adotado na Expointer, com duas balanças e duas equipes de jurados atuando ao longo do dia.

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Na sexta-feira (15), ocorrem os julgamentos de classificação durante todo o dia. A organização avalia ampliar o número de pistas, caso haja aumento no volume de animais inscritos, garantindo maior agilidade nas avaliações.

No sábado (16), os julgamentos seguem até o meio-dia, com possibilidade de continuidade em algumas raças de grande representatividade, como o Texel, que tradicionalmente reúne grande número de exemplares.

Leilões movimentam negócios da ovinocultura

A Fenovinos contará com dois leilões oficiais:

  • Leilão da raça Texel (quinta-feira, 14)
  • Leilão Multi-Raças (sábado, 16)

Os eventos devem impulsionar negócios e reforçar a comercialização de genética ovina de alta qualidade durante a feira.

Programação técnica e protagonismo jovem

Além das atividades técnicas e comerciais, o sábado (16) também será marcado pela eleição do município sede da Fenovinos 2027. Dois municípios estão na disputa, mas os nomes serão revelados apenas durante o evento.

No período da tarde, após o leilão Multi-Raças, será realizado o Campeonato Cabanheiro do Futuro, iniciativa voltada ao público infantil e às famílias, sob coordenação da Comissão Jovem da Arco.

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Evento reforça integração e qualidade genética

Para a organização, a Fenovinos 2026 se destaca pela qualidade genética dos animais e pela forte movimentação comercial esperada ao longo dos cinco dias de programação.

“Será uma feira de grande qualidade genética e de vendas. Esperamos expositores, ovinocultores e parceiros para um grande evento em Esteio”, finaliza Lorena Riambau Garcia.

A Fenovinos reforça seu papel como uma das principais vitrines da ovinocultura brasileira, integrando tecnologia, negócios e formação de novas gerações no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agro bate recorde e chega a 28,4 milhões de trabalhadores ocupados

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O agronegócio brasileiro ampliou sua participação no mercado de trabalho em 2025 e alcançou o maior contingente de trabalhadores da série histórica. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), elaborado em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor encerrou o ano com 28,4 milhões de pessoas ocupadas, avanço de 2,2% sobre 2024.

Na prática, isso significa que o agro gerou cerca de 601,8 mil novos postos de trabalho no período, elevando sua participação no total de empregos do país de 26,1% para 26,3%. O crescimento ficou acima do ritmo registrado pelo mercado de trabalho nacional, que avançou 1,7% no mesmo intervalo.

O principal motor dessa expansão foi o segmento de agrosserviços, que reúne atividades ligadas à logística, transporte, armazenagem, suporte operacional e serviços conectados à cadeia agroindustrial. O número de trabalhadores nessa área cresceu 6,1% em 2025, alcançando 10,6 milhões de pessoas — cerca de 600 mil a mais do que no ano anterior.

Segundo o estudo, esse avanço está diretamente relacionado à retomada da atividade agroindustrial e à expansão da demanda por serviços associados à produção agropecuária. O crescimento do processamento de alimentos, da indústria de insumos e da estrutura logística aumentou a necessidade de mão de obra fora da porteira.

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O levantamento mostra, na prática, uma mudança gradual no perfil do emprego do agro brasileiro. Embora o campo continue sendo a base da produção, o crescimento mais forte passou a ocorrer nos segmentos ligados à industrialização, tecnologia, armazenagem, transporte e serviços especializados.

Enquanto isso, o segmento primário — ligado diretamente à produção agrícola e pecuária — registrou retração de 1,1% no número de trabalhadores. Em 2025, cerca de 7,77 milhões de pessoas atuavam diretamente nas atividades dentro da porteira, redução de aproximadamente 87 mil vagas em relação ao ano anterior.

Segundo os pesquisadores, a queda ocorreu principalmente na agricultura, enquanto a pecuária apresentou maior estabilidade no nível de ocupação.

Os demais segmentos da cadeia também apresentaram crescimento. O setor de insumos avançou 3,4%, impulsionado pelo desempenho das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Já a agroindústria registrou alta de 1,4% no número de trabalhadores.

Além da expansão quantitativa, o estudo aponta mudanças no perfil da mão de obra. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 4,6%, enquanto os profissionais que atuam por conta própria avançaram 3,2%.

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Também houve aumento da participação de trabalhadores com maior escolaridade. O contingente de profissionais com ensino superior cresceu 8,3%, enquanto aqueles com ensino médio avançaram 4,2%, refletindo a crescente demanda por qualificação técnica dentro das cadeias agroindustriais.

A participação feminina no setor também continuou avançando. Segundo o levantamento, o número de mulheres ocupadas no agronegócio cresceu 2,6% em 2025, acima da expansão observada entre os homens, que foi de 1,9%.

O rendimento médio do trabalhador do agro também apresentou ganho real. A renda média subiu 3,9% no período, desempenho ligeiramente superior ao observado no mercado de trabalho brasileiro como um todo.

Os dados reforçam uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos: o agronegócio brasileiro deixou de ser apenas um setor de produção primária e passou a funcionar como uma cadeia econômica cada vez mais integrada, intensiva em serviços, tecnologia e industrialização.

Fonte: Pensar Agro

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