BRASIL
Lula anuncia pacotes de obras do PAC de 23 bilhões para 83 municípios de MT: Veja lista
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O Governo Federal divulgou, na última quinta-feira (7), o resultado das cidades de Mato Grosso que vão receber obras da primeira etapa do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O investimento deve beneficiar 83 municípios do estado.
Cerca de 199 novas obras e compras de equipamentos devem ser feitas com o novo programa. Conforme divulgado pela União, os benefícios vão alcançar mais de 3,1 milhões de moradores, o que compreende 87% da população do estado.
Veja abaixo a modalidade de obra e as cidades que vão receber as melhorias:

Exemplo de maternidade que deve ser construída em Mato Grosso — Foto: Governo federal/Divulgação
SAÚDE
1 Policlínica: Rondonópolis
2 Maternidades: Várzea Grande e Sinop
1 Central de Regulação – Ambulância do SAMU: Sinop
4 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): Cáceres, Rondonópolis, Rosário Oeste, Sapezal
1 Oficina Ortopédica: Rondonópolis
8 Unidades Odontológicas Móveis (UOM): Alto Paraguai, Apiacás, Cáceres, Comodoro, Juara, Juína, Paranatinga, Santa Terezinha
Educação, ciência e tecnologia
12 Escolas em Tempo Integral: Alto Boa Vista, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Confresa, Nossa Senhora do Livramento, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra
34 Creches e Escolas de Ensino Infantil: Água Boa, Alto Garças, Araputanga, Bom Jesus do Araguaia, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Canarana, Cláudia, Colíder, Comodoro, Cuiabá, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Juruena, Juscimeira, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Matupá, Mirassol D’Oeste, Nobres, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranaíta, Poconé, Primavera do Leste, Querência, Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger, São Félix do Araguaia, Sinop, Tapurah e Vera.
Educação, ciência e tecnologia
12 Escolas em Tempo Integral: Alto Boa Vista, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Confresa, Nossa Senhora do Livramento, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Rondonópolis, Santo Antônio de Leverger, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra
34 Creches e Escolas de Ensino Infantil: Água Boa, Alto Garças, Araputanga, Bom Jesus do Araguaia, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Canarana, Cláudia, Colíder, Comodoro, Cuiabá, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Juruena, Juscimeira, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Matupá, Mirassol D’Oeste, Nobres, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranaíta, Poconé, Primavera do Leste, Querência, Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger, São Félix do Araguaia, Sinop, Tapurah e Vera.

Projeto para centro esportivo. — Foto: Governo federal/Divulgação
Infraestrutura Social e Inclusiva.
5 CEU da Cultura: Cuiabá, Várzea Grande, Campo Verde, Poconé, Pontes e Lacerda.
3 Patrimônio Histórico – Projetos de engenharia: Chapada dos Guimarães, Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade.
4 Espaços Esportivos Comunitários: Confresa, Cuiabá, Peixoto de Azevedo, Várzea Grande
E as outras obras?
Neste primeiro momento, cerca de R$ 23 bilhões serão investidos nas áreas da saúde, educação, ciência e tecnologia e infraestrutura social e inclusiva. Mato Grosso teve participação ativa no Novo PAC Seleções, inscrevendo propostas em todas as modalidades.
PAC: governo federal vai investir R$ 60 bilhões em obras em MT.
As demais obras anunciadas pelo PAC em agosto de 2023, que dizem respeito a obras específicas no estado, como a da construção da Ferrogrão, fazem parte da segunda etapa do programa, que deve ser lançada em 2025.
O que é o Novo PAC
É um programa de investimentos coordenado pelo Governo Federal, em parceria com o setor privado, estados, municípios e movimentos sociais. Todo o esforço conjunto é para acelerar o crescimento econômico e a inclusão social, gerando emprego e renda e reduzindo desigualdades sociais e regionais.
O Novo PAC vai investir R$ 1,7 trilhão em todos os estados do Brasil, sendo R$ 1,4 trilhão até 2026 e R$ 320,5 bilhões após 2026.
BRASIL
Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia
Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado
O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.
O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.
A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.
Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.
O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.
O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.
Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.
Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.
“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.
A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.
Entenda o caso
A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.
O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.
Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.
A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.
Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.
Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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