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APTO À REELEIÇÃO

Juíza defere pedido de registro de candidatura do vereador Marcrean Santos

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POLÍTICA MT

Juíza da 39ª Zona Eleitoral, Suzana Guimarães Ribeiro deferiu, neste domingo (15), o pedido de registro de candidatura do vereador Marcrean Santos (MDB), que disputa o quarto mandato por Cuiabá. Acompanhando parecer do Ministério Público Eleitoral, a magistrada enfatizou que no dia 6 de outubro deste ano, quando ocorre a eleição municipal, Marcrean estará apto para concorrer, sem nenhum impedimento. “Ante o exposto, DEFIRO o pedido de registro de candidatura de MARCREAN DOS SANTOS SILVA para concorrer ao cargo de Vereador, sob o número 15123, com a seguinte opção de nome: MARCREAN SANTOS”.

O vereador afirmou que estava tranquilo com essa decisão, mas reforça a importância deste momento. “Essa decisão só vem reforçar o que estamos repetindo há algum tempo. Os adversários, por diversas vezes, divulgaram fake news afirmando que eu estava inelegível. A resposta está aí. A decisão da juíza mostra quem está falando a verdade. Vou continuar fazendo a campanha limpa que sempre fiz, pautado na ética e no compromisso com a população que já me elegeu três vezes”, ressaltou o vereador.

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Marcrean ressaltou que hoje conta com o apoio de 43 presidentes de bairros na capital e quer continuar na Câmara Municipal de Cuiabá para ampliar o trabalho que vem desenvolvendo desde o primeiro mandato. “Já foram muitas conquistas e, entre elas, com muito orgulho cito a implantação da energia e da água provisória em diversas ocupações consolidadas, o que só foi possível por meio de uma lei de minha autoria, a Lei Municipal 6.213, de 2017”.

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MATO GROSSO

”O câncer mudou minha voz, mas não tirou minha força”, revela Margareth Buzetti”

Após questionamentos sobre a voz rouca, candidata ao Senado revela diagnóstico de câncer avançado na tireoide e transforma experiência pessoal em alerta às mulheres sobre diagnóstico precoce e cuidado com a própria saúde

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Durante anos, Margareth Buzetti evitou falar publicamente sobre as razões de sua voz rouca. Não queria que uma experiência difícil de sua vida fosse interpretada como tentativa de despertar pena ou se colocar no papel de vítima. Mas, uma série de perguntas recebidas nas redes sociais após a exposição de campanha, assim como, sucessivas entrevistas concedidas, fez com que ela decidisse contar uma história que carrega há 22 anos.

 

Margareth enfrentou um câncer de tireoide descoberto já em estágio avançado. Foram duas cirurgias e tratamento com iodo radioativo. Ela venceu a doença, mas ficaram sequelas. O tratamento comprometeu suas glândulas salivares e também afetou sua voz, que se tornou mais rouca, baixa e com maior dificuldade para falar.

 

“Eu me curei. Mas sei que poderia ter sido diferente. E foi por isso que resolvi falar. Se a minha história servir para fazer uma mulher marcar aquela consulta que está adiando ou realizar aquele exame que deixou para depois, então já valeu a pena”, afirma.

 

A experiência pessoal também levou Margareth a chamar atenção para uma realidade comum na vida de milhões de brasileiras: mulheres que cuidam de todos, mas acabam deixando a própria saúde para depois.

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“É o filho, a casa, o trabalho, a família. A mulher resolve a vida de todo mundo e muitas vezes é a última da própria lista. O ‘depois eu vejo’, quando estamos falando de saúde, pode custar muito caro. Diagnóstico no tempo certo pode significar tratamento no tempo certo e, principalmente, vida”, diz.

 

Da experiência pessoal à política pública

 

O cuidado com mulheres, mães e crianças acabou se tornando uma das marcas da passagem de Margareth pelo Senado. Além do enfrentamento à violência contra a mulher, sua atuação avançou sobre situações que atingem famílias antes, durante e depois de uma tragédia.

 

Entre as medidas defendidas e relatadas por Margareth estão iniciativas de proteção às mulheres vítimas de violência e seus filhos, além de ações voltadas às crianças e adolescentes e à estrutura de acolhimento das famílias.

 

Para ela, o mesmo princípio deve valer para a saúde: o poder público precisa criar condições para que a mulher consiga se cuidar antes que uma doença avance.

 

É dessa experiência que nasce o eixo Cuidar, do Plano Nossas Vidas, com propostas voltadas à ampliação do acesso a exames, diagnóstico e condições para que as mulheres tenham tempo e oportunidade de cuidar da própria saúde.

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“Eu sei o que significa receber um diagnóstico de câncer. Sei o que significa entrar em uma cirurgia sem saber exatamente como será o depois. E sei também o que significa carregar uma sequela pelo resto da vida. Por isso, quando falo de cuidado, não estou falando apenas de uma proposta. Estou falando de algo real”, disse.

 

Margareth afirma que decidiu tornar pública a história justamente para transformar uma característica pela qual é frequentemente questionada em um alerta.

 

“Minha voz pode ter ficado mais rouca depois de tudo o que passei. Mas ela não ficou menor. Para defender as mulheres, as famílias e cobrar o que Mato Grosso precisa em Brasília, ela fala muito alto”, conclui.

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