POLÍTICA MT
ALMT promove série de audiências públicas e reuniões temáticas
POLÍTICA MT
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza, ao longo da próxima semana, audiências públicas e reuniões de comissões para discutir temas diversos em diferentes regiões do Estado. A programação começa na segunda-feira (6), com debate sobre os índices de feminicídio em Cáceres. Já na sexta-feira, em Vila Rica, serão debatidas políticas públicas à agricultura familiar e o desenvolvimento da Região Araguaia.
Segunda-feira (6)
A Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa realiza audiência pública, às 19 horas, no município de Cáceres, para debater o índice de feminicídios na região. O debate está marcado para acontecer na Câmara Municipal. O presidente da comissão é o deputado Gilberto Cattani (PL).
Terça-feira (7)
Às 10 horas, os integrantes da Comissão de Direitos Humanos, Defesa dos Direitos da Mulher, Cidadania e Amparo à Criança, Adolescente e Idoso realizam reunião para analisar méritos das proposições sob sua análise.
Outra reunião ordinária, às 10 horas, é da Comissão de Relações Internacionais, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Institucional. A comissão é presidida pelo deputado Valdir Barranco (PT).
Às 14h30, tem reunião ordinária da Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR). A reunião está marcada para a sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 226.
Às 16 horas, a reunião é da Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte. Os debates acontecem na sala das Comissão Deputados Oscar Soares, 227.
Quarta-feira (8)
Feriado Municipal (aniversário de Cuiabá)
Quinta-feira (9)
Na Câmara Municipal de Sapezal, às 19 horas, a Assembleia Legislativa realiza audiência pública para debater políticas públicas para a agricultura familiar voltadas a região. O debate foi solicitado pelo deputado Elizeu Nascimento (Novo).
Sexta-feira (10)
A Assembleia Legislativa realiza às 20 horas, no município de Vila Rica, audiência pública para debater o desenvolvimento da Região Araguaia. O evento na região foi solicitado pelo deputado Janovan Rios (PSB).
*As atividades definidas na agenda podem sofrer alterações durante a semana.
Fonte: ALMT – MT
MATO GROSSO
”O câncer mudou minha voz, mas não tirou minha força”, revela Margareth Buzetti”
Após questionamentos sobre a voz rouca, candidata ao Senado revela diagnóstico de câncer avançado na tireoide e transforma experiência pessoal em alerta às mulheres sobre diagnóstico precoce e cuidado com a própria saúde
Durante anos, Margareth Buzetti evitou falar publicamente sobre as razões de sua voz rouca. Não queria que uma experiência difícil de sua vida fosse interpretada como tentativa de despertar pena ou se colocar no papel de vítima. Mas, uma série de perguntas recebidas nas redes sociais após a exposição de campanha, assim como, sucessivas entrevistas concedidas, fez com que ela decidisse contar uma história que carrega há 22 anos.
Margareth enfrentou um câncer de tireoide descoberto já em estágio avançado. Foram duas cirurgias e tratamento com iodo radioativo. Ela venceu a doença, mas ficaram sequelas. O tratamento comprometeu suas glândulas salivares e também afetou sua voz, que se tornou mais rouca, baixa e com maior dificuldade para falar.
“Eu me curei. Mas sei que poderia ter sido diferente. E foi por isso que resolvi falar. Se a minha história servir para fazer uma mulher marcar aquela consulta que está adiando ou realizar aquele exame que deixou para depois, então já valeu a pena”, afirma.
A experiência pessoal também levou Margareth a chamar atenção para uma realidade comum na vida de milhões de brasileiras: mulheres que cuidam de todos, mas acabam deixando a própria saúde para depois.
“É o filho, a casa, o trabalho, a família. A mulher resolve a vida de todo mundo e muitas vezes é a última da própria lista. O ‘depois eu vejo’, quando estamos falando de saúde, pode custar muito caro. Diagnóstico no tempo certo pode significar tratamento no tempo certo e, principalmente, vida”, diz.
Da experiência pessoal à política pública
O cuidado com mulheres, mães e crianças acabou se tornando uma das marcas da passagem de Margareth pelo Senado. Além do enfrentamento à violência contra a mulher, sua atuação avançou sobre situações que atingem famílias antes, durante e depois de uma tragédia.
Entre as medidas defendidas e relatadas por Margareth estão iniciativas de proteção às mulheres vítimas de violência e seus filhos, além de ações voltadas às crianças e adolescentes e à estrutura de acolhimento das famílias.
Para ela, o mesmo princípio deve valer para a saúde: o poder público precisa criar condições para que a mulher consiga se cuidar antes que uma doença avance.
É dessa experiência que nasce o eixo Cuidar, do Plano Nossas Vidas, com propostas voltadas à ampliação do acesso a exames, diagnóstico e condições para que as mulheres tenham tempo e oportunidade de cuidar da própria saúde.
“Eu sei o que significa receber um diagnóstico de câncer. Sei o que significa entrar em uma cirurgia sem saber exatamente como será o depois. E sei também o que significa carregar uma sequela pelo resto da vida. Por isso, quando falo de cuidado, não estou falando apenas de uma proposta. Estou falando de algo real”, disse.
Margareth afirma que decidiu tornar pública a história justamente para transformar uma característica pela qual é frequentemente questionada em um alerta.
“Minha voz pode ter ficado mais rouca depois de tudo o que passei. Mas ela não ficou menor. Para defender as mulheres, as famílias e cobrar o que Mato Grosso precisa em Brasília, ela fala muito alto”, conclui.
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