Ministério Público
Workshop de sensibilização do Projeto Luz capacita 1.704 pessoas
Ministério Público
Em sua quarta edição, o workshop de sensibilização do Projeto Luz, realizado no município de Nova Mutum (distante 237 km de Cuiabá), capacitou 1.704 pessoas. Os encontros, realizados entre 15 de janeiro e 29 de fevereiro, contaram com a participação de servidores públicos municipais, representantes da sociedade civil e trabalhadores da iniciativa privada.
“O workshop é direcionado a todas as pessoas que possam ter contato, direto ou indireto, com crianças e adolescentes. Ao todo, tivemos a participação de 14 palestrantes, entre representantes do Ministério Público, secretarias municipais de Educação, Saúde, Assistência Social, Polícia Militar e a Politec”, destacou a promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira, uma das idealizadoras da iniciativa.
Segundo ela, o Projeto Luz promove a articulação de todos os atores da rede de proteção às crianças e adolescentes para criação de um procedimento padrão de atendimento nos casos de violência sexual. A iniciativa busca garantir a celeridade e efetividade das investigações, evitando a revitimização dos ofendidos.
O projeto, idealizado pelas Promotorias de Justiça de Nova Mutum, vem sendo replicado em vários municípios. A ação já foi, inclusive, premiada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Fonte: Ministério Público MT – MT
Ministério Público
MP participa da inauguração de oficina de costura em penitenciária
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta quinta-feira (23), da inauguração da oficina de costura escola da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A nova estrutura vai ofertar 120 vagas de trabalho, com jornada de oito horas diárias, contribuindo para a reintegração social das reeducandas e para a redução de custos do Estado. Ao todo, foram instaladas 91 máquinas de costura, adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP).
Atualmente, 20 reeducandas já foram certificadas pelo Senai e atuarão como multiplicadoras, auxiliando na capacitação das demais internas. O espaço conta com área de produção, estoque de matéria-prima e de peças prontas, além de refeitório e área de descanso. A produção da oficina será destinada, principalmente, à confecção de uniformes escolares da rede estadual, o que permitirá economia aos cofres públicos.
A procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que o Ministério Público atua de forma permanente no fortalecimento de projetos voltados à ressocialização no sistema prisional. “A oficina de costura representa uma oportunidade concreta de qualificação profissional e de reinserção social. Além do trabalho e da renda, iniciativas como essa fortalecem a autoestima dessas mulheres e contribuem para um recomeço digno.”
A procuradora também ressaltou a importância de práticas humanizadas, alinhadas a experiências exitosas, como as desenvolvidas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em especial nas unidades femininas, que estimulam responsabilidade, autonomia e a reconstrução de vínculos familiares.
A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Adriana Arruda Marques, afirmou que a participação no projeto é voluntária e teve grande adesão. “As reeducandas recebem capacitação prática e certificação profissional, o que amplia as chances de retorno digno à sociedade. Já temos uma lista de mulheres interessadas em participar das próximas etapas.”
O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, informou que a oficina atenderá demandas de órgãos públicos, com produção inicial estimada em 110 mil peças de uniformes escolares, podendo ser ampliada gradativamente.
Já o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou que o investimento reforça a política de ressocialização adotada pelo Estado. “Esse investimento representa um caminho eficaz para a ressocialização, ao garantir trabalho, dignidade e qualificação profissional. As reeducandas saem mais preparadas para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade.”
Fonte: Ministério Público MT – MT
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