Ministério Público
MP e Prefeitura viabilizam escuta especializada e família acolhedora
Ministério Público
Em homenagem ao Dia das Crianças que se aproxima, celebrado em 12 de outubro, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Sapezal firmaram, nesta quinta-feira (17), dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) que asseguram avanços importantes na proteção de crianças e adolescentes do município.
Os compromissos preveem a implantação do Serviço de Escuta Especializada para vítimas ou testemunhas de violência e a efetiva implementação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora.
O primeiro acordo foi firmado no âmbito de uma ação civil pública e estabelece que o Município de Sapezal deverá implantar e colocar em funcionamento, até 1º de março de 2027, o Serviço de Escuta Especializada destinado ao atendimento de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
O TAC prevê a disponibilização de espaço físico adequado, equipe técnica capacitada, definição de protocolos e fluxos de atendimento e articulação entre os serviços de assistência social, saúde, educação, Conselho Tutelar, órgãos de segurança pública e sistema de Justiça.
A medida busca solucionar uma situação identificada pelo Ministério Público durante procedimento investigatório, que constatou vulnerabilidades do serviço no município. Conforme apurado, a ausência de estrutura adequada vinha ocasionando atendimentos fragmentados e potencialmente revitimizadores, além de contribuir para a demora na escuta de crianças e adolescentes em situação de violência.
Já o segundo TAC trata da implantação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, política pública já criada pela Lei Municipal nº 1.891/2025, mas que ainda não havia avançado.
Pelo acordo, o município terá um prazo, a contar de 12 de outubro de 2026, para concluir todas as etapas necessárias ao funcionamento do serviço. Entre as obrigações assumidas estão a formação da equipe técnica, disponibilização de estrutura física e recursos materiais, previsão orçamentária, cadastramento e capacitação de famílias acolhedoras, além da criação de fluxos de atuação com o Poder Judiciário, Ministério Público, Conselho Tutelar e rede de proteção.
O programa de Família Acolhedora oferece acolhimento temporário para crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por determinação judicial, priorizando o ambiente familiar em substituição ao acolhimento institucional.
O TAC também prevê ações permanentes de divulgação e mobilização social para incentivar a participação de famílias interessadas em integrar o serviço e colaborar com a proteção da infância e da adolescência no município.
Segundo a Promotoria, os acordos representam um passo decisivo para garantir que crianças e adolescentes recebam atendimento qualificado e humanizado em momentos de extrema vulnerabilidade.
Os dois termos preveem mecanismos de acompanhamento e fiscalização pelo Ministério Público, além da apresentação periódica de relatórios pelo município, garantindo o monitoramento das etapas de implantação e o cumprimento efetivo das obrigações assumidas.
A nova capital do agro (segundo o IBGE – 2025) se consolida em definitivo na proteção de crianças e adolescentes, objetivando o primeiro lugar estadual no IDH de 2030.
Foto: SPZ online.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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MPMT promove alinhamento estratégico da rede de proteção em Juara
A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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