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Mato Grosso lança Referencial Técnico de Integridade para municípios

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A Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso lançou, na manhã desta quinta-feira (26), o Referencial Técnico para Implantação de Programas de Integridade nos Municípios. O evento ocorreu no auditório da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT), no Centro Político-Administrativo, em Cuiabá, e marcou também a assinatura dos termos de adesão pelas prefeituras de Santo Antônio de Leverger, Cáceres e Ipiranga do Norte, além das câmaras municipais de Cáceres e Ipiranga do Norte.Inspirado em modelos nacionais e internacionais, o documento foi estruturado como um guia prático e progressivo para orientar prefeituras e câmaras na adoção de medidas de prevenção, detecção e resposta a irregularidades, respeitando a capacidade administrativa, técnica e orçamentária de cada ente. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), uma das 22 instituições integrantes da Rede de Controle, participou ativamente da elaboração do material.Na abertura do evento, o procurador de Justiça Edmilson da Costa Pereira, titular da Procuradoria Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa do MPMT, enfatizou a necessidade de revisar os parâmetros tradicionais de controle da atividade estatal, defendendo uma atuação voltada à construção de soluções que impeçam irregularidades antes que elas ocorram. “Os parâmetros tradicionais de controle precisam ser revistos numa perspectiva construtiva, não reativa”, afirmou. Para ele, a integridade pressupõe o reconhecimento de que o patrimônio público é responsabilidade de todos, e a concepção de que “se é público, não é de ninguém” está superada. O procurador destacou ainda que decretos e normativas somente alcançam efetividade quando acompanhados de mudanças estruturais e culturais dentro da administração.Edmilson também salientou que Mato Grosso tem se tornado referência nacional no tema ao avançar de um modelo focado exclusivamente na responsabilização para outro que incorpora a integridade e o compliance como eixos estruturantes da gestão pública. Ele lembrou que defender o patrimônio público envolve cuidar de equipamentos e espaços coletivos que compõem a vida das pessoas e que as instituições precisam ter a ousadia de planejar uma sociedade mais justa para as próximas gerações. Ao concluir, afirmou que o referencial representa apenas um passo inicial e que cabe aos municípios desenvolverem suas próprias soluções, em diálogo constante com os órgãos de controle. “O Ministério Público está sempre disponível. Não queremos apenas condenar pessoas, queremos propor medidas que resolvam os problemas da sociedade”, declarou.Também durante a abertura, o secretário Controlador-geral do Estado, Paulo Farias, celebrou o trabalho colaborativo que resultou na elaboração do referencial, classificando o documento como um marco para a gestão pública mato-grossense. Ele destacou que o instrumento traduz princípios e práticas essenciais para a construção de programas de integridade consistentes, capazes de servir como modelo para outros estados. O secretário agradeceu às instituições que integram a Rede de Controle e reconheceu o compromisso das prefeituras e câmaras que aderiram ao documento, enfatizando que a decisão demonstra coragem institucional e disposição para liderar pelo exemplo, fortalecendo a confiança da sociedade.O promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz, coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa do MPMT, reforçou a relevância do documento ao afirmar que o novo referencial representa um norte essencial para os gestores municipais. “O referencial técnico de integridade representa um guia para que os municípios de todo o estado implementem planos de integridade. Ele foi feito de modo proporcional ao tamanho do município, é realista, não tem custo, utiliza a própria estrutura do município e permite prevenir eventuais riscos de danos ao patrimônio público. É um instrumento útil para o gestor e que com certeza vai modernizar a gestão dos municípios de Mato Grosso”, argumentou.A promotora de Justiça Kelly Cristina Barreto dos Santos, coordenadora adjunta do mesmo Centro de Apoio, ressaltou que o referencial permitirá ampla adoção em todo o estado. “Como o documento foi elaborado pensando justamente no tamanho e na realidade de cada município, ele vai ser de extrema relevância e será possível levá-lo para todos os municípios do estado de Mato Grosso. O referencial colabora com a atuação preventiva, com a atuação resolutiva e com o trabalho em conjunto. E o termo também demonstra que todos os órgãos estão se reunindo e voltados a trabalhar na questão do compliance e da prevenção de riscos na gestão pública”, considerou.Em seguida, teve início a palestra da secretária de Integridade Pública da Controladoria-Geral da União, Patrícia Alvares de Azevedo, que abordou a importância da integridade na elevação da confiança social e na prevenção da corrupção. Ela apresentou resultados de pesquisas da OCDE sobre confiança nas instituições públicas e destacou fatores que influenciam essa percepção, como a qualidade dos serviços prestados, a igualdade de tratamento, a participação social e a existência de sistemas robustos de integridade. A secretária reforçou que a confiança da sociedade aumenta quando o cidadão percebe que as instituições atuam de forma íntegra e transparente. “A confiança cresce quando o cidadão percebe instituições íntegras e serviços que funcionam”, resumiu.O referencial lançado é resultado da atuação conjunta das instituições que compõem a Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso, entre elas o MPMT, a Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT), a Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE-MT), o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), o Ministério Público de Contas do Estado de Mato Grosso (MPC-MT), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público Federal (MPF), além de entidades representativas da atividade de controle no estado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça decreta prisão de servidor público por homicídio qualificado

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A 1ª Vara Criminal de Sorriso (a 420 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca e decretou a prisão preventiva do servidor público comissionado municipal Rodrigo Nascimento Castro, acusado de integrar organização criminosa e de participar do homicídio qualificado de Euler Ramon Bastos dos Santos. Ele foi preso na terça-feira (24).
 Segundo o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Rodrigo Castro e Lucas da Silva de Jesus, também denunciado e já preso preventivamente, tiveram participação direta na ação criminosa, que contou ainda com o envolvimento de uma adolescente.
 Ao fundamentar o pedido de prisão preventiva, o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino destacou a forma como o crime foi organizado. Segundo ele, “a ação foi previamente planejada, executada com divisão de tarefas e com estratégia voltada à ocultação da empreitada criminosa, circunstâncias que demonstram organização e frieza, além de inserção consciente em dinâmica típica de criminalidade estruturada.”
 O promotor também ressaltou a gravidade do contexto em que o crime ocorreu, afirmando que “a atuação coordenada dos agentes, em contexto de disputa entre organizações criminosas, revela periculosidade concreta, apta a justificar a custódia cautelar para garantia da ordem pública, especialmente diante do risco de reiteração delitiva e da manutenção de ciclo de violência inerente à lógica de imposição territorial por facções.”
 Ele afirmou ainda que permitir que o servidor respondesse ao processo em liberdade colocaria em risco a sociedade. “A liberdade do denunciado Rodrigo Nascimento Castro, além de representar estímulo à continuidade da atuação criminosa organizada, compromete a tranquilidade social e a credibilidade da Justiça Pública”, afirmou.
 Luiz Fernando Rossi Pipino também mencionou a tentativa do denunciado de interferir na investigação ao indicar deliberadamente pessoa inocente como participante do crime. “Tal comportamento posterior ao crime reforça a necessidade da custódia cautelar, pois revela propensão do denunciado à manipulação da persecução penal, à criação de versões artificiais e à tentativa de desviar a atuação estatal. A gravidade do crime, o modus operandi da prática delitiva e os indícios concretos da periculosidade do agente servem de fundamento para a sua segregação cautelar, como forma de garantia da ordem pública”, considerou.
 Ao analisar o pedido do Ministério Público, o juízo concluiu que estavam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva, enfatizando que a liberdade do acusado representaria risco à ordem pública e à instrução criminal. Com esses fundamentos, foi decretada a prisão preventiva.
 Entenda o caso – De acordo com a denúncia, o homicídio ocorreu em dezembro de 2025. Rodrigo Castro teria atuado como motorista do veículo utilizado na ação criminosa, transportando Lucas da Silva de Jesus, apontado como autor dos disparos, e uma adolescente. O promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino afirmou que os três seriam vinculados à facção criminosa Comando Vermelho e que o crime foi motivado por disputa entre grupos rivais.
 As investigações revelaram que Rodrigo estacionou o automóvel de forma estratégica, com o objetivo de evitar o registro por câmeras de monitoramento e assegurar a fuga após o homicídio. Lucas, então, desembarcou e dirigiu-se até o estabelecimento comercial onde a vítima trabalhava, aproximando-se sob o pretexto de pedir informações.
 “Após breve interação e aproveitando-se da distração do ofendido, Lucas da Silva de Jesus sacou a arma de fogo de uso restrito que portava consigo e, de forma súbita e inesperada, efetuou disparos contra a vítima, atingindo-a fatalmente”, narra a denúncia.
 Durante a investigação, Rodrigo também teria tentado obstruir o trabalho policial ao indicar deliberadamente pessoa inocente como participante do crime. A manobra buscava afastar das autoridades a adolescente envolvida, impedindo que ela revelasse detalhes sobre a atuação dos demais integrantes do grupo. A falsa indicação levou à prisão temporária de uma mulher inocente, posteriormente liberada após a Polícia Civil esclarecer os fatos e identificar a verdadeira participante.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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