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EMEB Professor Paulo Freire emociona público, encerra participação de Várzea Grande no FETRAN e busca o tricampeonato

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A EMEB Professor Paulo Freire encerrou, na tarde desta quarta-feira (1º), a participação das escolas da rede municipal de Várzea Grande na etapa regional da 21ª edição do Festival Estudantil Temático Teatro para o Trânsito (FETRAN). Reconhecida pelas grandes apresentações e por já colecionar dois troféus na competição, a unidade levou ao palco da Orla Alameda um espetáculo marcado pela emoção, qualidade artística e uma importante mensagem de conscientização sobre segurança no trânsito.

Com a apresentação, a escola reforça seu favoritismo na disputa por uma vaga na etapa estadual do festival, encerrando a participação das nove escolas municipais que representaram Várzea Grande nesta edição.

A diretora da unidade, Cristiane Costa, destacou a evolução dos estudantes durante o período de preparação e demonstrou confiança no resultado.

“Hoje, depois de ver a apresentação, estou muito confiante porque os nossos alunos merecem. Foi uma evolução muito grande desde o primeiro ensaio até chegar ao palco. Agora ficamos na expectativa de conquistar mais um troféu”, afirmou.

Mais do que um espetáculo, a participação no FETRAN representa o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo do ano por meio do Programa Escola em Tempo Ampliado (ETA). Segundo a diretora, as oficinas contribuem diretamente para o desenvolvimento integral dos estudantes.

“O Programa ETA é muito importante para os nossos alunos porque não trabalha apenas o letramento ou a dança. Ele promove uma formação integral. Quando levamos o teatro para dentro da escola, desenvolvemos interpretação textual, produção, cultura, coordenação motora e autoestima. Tudo isso contribui diretamente para a aprendizagem. O teatro e a dança ajudam inclusive no processo de leitura. Sem o ETA, certamente teríamos muito mais dificuldades para superar os desafios de aprendizagem”, explicou.

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Atualmente, a EMEB Professor Paulo Freire atende 60 estudantes nas oficinas do programa, todos matriculados no 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. A iniciativa prioriza alunos com dificuldades de aprendizagem, em situação de vulnerabilidade social e também estudantes com deficiência, fortalecendo a inclusão e o desenvolvimento por meio da arte.

Responsável pelas oficinas de teatro da unidade, a professora Taty Silva ressaltou que o processo de preparação vai muito além da montagem de uma peça.

“O teatro trabalha a educação emocional. É um processo desafiador, porque desenvolve responsabilidade, disciplina e dedicação. Os alunos precisam decorar textos, interpretar personagens e trabalhar em equipe. Temos a felicidade de contar com o Programa ETA, que oferece esse suporte dentro das escolas e fortalece o aprendizado também nas salas de aula”, destacou.

Ela lembra que uma produção teatral costuma exigir entre seis e oito meses de preparação. Para o FETRAN, todo o trabalho foi desenvolvido em apenas dois meses.

“Foi um período intenso, mas com o apoio de toda a escola e da Prefeitura de Várzea Grande conseguimos preparar um espetáculo de qualidade. O empenho dos alunos foi fundamental para chegarmos até aqui”, completou.

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A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda de Figueiredo, parabenizou estudantes, professores e equipes escolares pelo desempenho no festival.

“Mais do que disputar um troféu, nossos alunos vivem uma experiência de aprendizagem que fortalece valores, desenvolve habilidades e transforma vidas. O teatro desperta criatividade, responsabilidade, trabalho em equipe e cidadania. Estamos muito orgulhosos da dedicação de todas as escolas que representaram Várzea Grande com excelência no FETRAN.”

Com a apresentação da EMEB Professor Paulo Freire, Várzea Grande conclui sua participação na etapa regional da 21ª edição do Festival Estudantil Temático Teatro para o Trânsito. O resultado será anunciado na próxima sexta-feira (3), às 14h, na Orla Alameda. As escolas vencedoras representarão o município na etapa estadual da competição.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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