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Rendas do agronegócio devem atingir R$ 1 trilhão em 2023

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A renda agropecuária no Brasil deve atingir R$ 1 trilhão em 2023, com destaque para os R$ 647 bilhões do setor agrícola, num cenário marcado pela safra recorde de grãos e por exportações em alta. A renda do segmento pecuário, por sua vez, tende a ficar um pouco acima de R$ 350 bilhões. As estimativas da MB Agro evidenciam a importância do agronegócio para a economia brasileira, com um impacto que se irradia para a indústria e os serviços.

Demanda e tecnologia
Segundo o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, Hélio Sirimarco, os principais fatores impulsionadores do aumento da produção agropecuária nacional são a maior demanda do mercado interno e do mercado internacional (exportações) e os ganhos de produtividade, além do uso de novas tecnologias.

“A utilização de recursos como sensores, sistemas de integração de maquinários, GPS, drones, softwares para gestão agrícola na agricultura garante a inovação e apoiam o produtor na análise do desempenho das lavouras, contribuindo para o negócio e otimizando a produção das lavouras”, afirma Sirimarco.

Nesse contexto, a SNA lançou, no final de 2022, um forte aliado do agronegócio: o SNASH – hub de startups voltado para soluções no agronegócio com a geração de oportunidades de negócio, fomento de pesquisa e inovação no setor, desenvolvimento de novos produtos, captação de investimentos, resolução de entraves legais e regulatórios. Tudo pensado para proporcionar, às startups, poder de competição no mercado nacional e estrangeiro.

Balança Comercial
Os produtos agrícolas e pecuários ainda vão garantir mais um saldo expressivo para a Balança Comercial neste ano. De janeiro a abril, a agropecuária respondeu por um quarto das exportações do país, parcela recorde para o período, totalizando US$ 25.8 bilhões. Nas contas da MB Agro, as vendas para o exterior de produtos do agronegócio, que também incluem bens com transformação industrial, vão render US$ 172.5 bilhões ao Brasil em 2023, cerca de 8% a mais que os US$ 159 bilhões registrados no ano passado.

O total da renda agropecuária, neste ano, deve ficar muito próximo ao de 2022, 1% menor que o R$ 1.010 trilhão do ano passado, em valores já atualizados a preços de 2023. Enquanto a renda agrícola deve crescer 1,60% na comparação com 2022, a da pecuária vai recuar 5%, sempre a preços deste ano, nas estimativas da MB Agro. Em 2019, a renda somada dos dois setores ficou em R$ 698 bilhões, também a valores deste ano. Desde então, houve um salto de mais de 40%. O indicador é calculado levando em conta os preços e as quantidades produzidas.

O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, disse que a alta dos últimos anos se deu por causa do forte choque de preços e do câmbio, que se desvalorizou. “Neste ano não temos esse efeito, mas temos uma safra muito boa, que ajudará a manter a renda elevada.”

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Em resumo, a alta da renda em 2023 não se deve ao aumento das cotações das commodities ou da desvalorização do real, mas ao aumento dos volumes produzidos. No caso da pecuária, Vale atribui a queda da renda a preços mais moderados num ano de evolução normal da produção. “É diferente dos grãos, que vão ter uma safra forte.

Soja e milho
Vale destaca, em especial, o aumento esperado para a safra de soja e milho, “cujo volume é mais significativo do que os outros”. Pelas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de soja deve totalizar 153.6 milhões de toneladas na safra 2022/23, um aumento de 15,20%. A estimativa para a produção do milho é de um aumento de 10,20%, para 124.9 milhões de toneladas. Com o salto expressivo da safra, a renda agrícola se mantém elevada, disse Vale. A agropecuária, nesse cenário, vai ser responsável por um crescimento expressivo do PIB no 1º trimestre.

“Sucessivas revisões para cima da safra e maior exportação de carnes sugerem um PIB agropecuário mais forte”, disse o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato. “A Conab e o IBGE vêm revisando suas estimativas de safra para cima”, acrescenta ele. “Na mesma direção, os dados de abates também vêm surpreendendo, refletindo o aumento das exportações de proteína animal.”

PIB Agropecuário
Como resultado, o PIB agropecuário deve contribuir quase 1% para a taxa de crescimento do PIB no 1º trimestre, nas contas de Honorato. “Somado aos avanços do varejo e dos serviços, isso deve levar a um crescimento de 1,30% do PIB no período”, disse ele, se referindo ao avanço em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Para 2023, Honorato estima um crescimento da economia de 1,80%, com a agropecuária avançando 9%. Vale, por sua vez, estima uma expansão do PIB de 1% neste ano, com o setor agropecuário em alta de 7,20%.

Em fevereiro, o PIB cresceu 2,50% na comparação com janeiro, segundo o Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Coordenadora da pesquisa, Juliana Trece indicou que o forte crescimento se deveu principalmente à atividade agropecuária. “Embora a indústria e os serviços também tenham crescido na comparação com janeiro, o expressivo desempenho agrícola, justificado principalmente pela safra recorde de soja e sua elevada participação no valor adicionado da agricultura, é o grande destaque da economia no mês”, indicou ela, em nota. “Com a maior parte da colheita de soja sendo realizada nos meses de fevereiro, março e abril, esse resultado sugere persistência do bom desempenho econômico no início do ano”, aponta Juliana.

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Impacto dinâmico
Vale ressalta que o bom desempenho do agro tem um “impacto dinâmico” nas regiões onde ele está mais presente. “Os Estados do agro foram os que mais cresceram em termos de PIB nas últimas décadas e nos últimos dois anos o crescimento de renda e emprego que se viu aconteceu com intensidade nessas regiões”, disse ele, destacando o efeito no interior do País, que afeta positivamente serviços e indústria.

Em 2022, o agronegócio teve peso de 24,80% no PIB do país, segundo estimativas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Essa conta inclui a agropecuária, o setor de insumos, a agroindústria e os agrosserviços.

O crescimento mais forte, onde predomina o agronegócio, acontece no Centro-Oeste. As estimativas do Bradesco apontam para uma expansão de 4% do PIB da região em 2023. É mais do que o dobro do ritmo esperado pelo banco para o PIB do País neste ano, de 1,80%, e o mais alto entre as cinco regiões (em segundo lugar, aparece a região Norte, com 2,80%, seguido pelos 2,30% do Sul, 1,90% do Nordeste e 1,10% do Sudeste). Pelos números do Bradesco, o PIB do Centro-Oeste cresceu 4,70% em 2022, também bastante acima dos 2,90% do PIB da economia brasileira.

Superávit
Vale enfatiza ainda o comportamento positivo das exportações do setor, que vão levar a mais um superávit expressivo da Balança Comercial neste ano. Pelas estimativas da MB Agro, as vendas externas do agronegócio vão totalizar US$ 172.5 bilhões neste ano, com crescimento de 8% das exportações do complexo soja, 5% de carnes, 9% de produtos florestais (papel e celulose e madeiras), 21% de açúcar e álcool e 45% do café.

Na média, as vendas externas desses produtos devem aumentar 8% em relação a 2022. Vale observa que nessa conta estão produtos com algum grau de transformação industrial, como farelo e óleo de soja, parte das carnes, papel e celulose e açúcar e álcool. Para ele, o superávit ficará em US$ 65.8 bilhões em 2023, acima dos US$ 62.9 bilhões do ano passado, com grande peso das vendas do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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