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Redução da oferta global de óleo de palma e forte demanda de biodiesel impulsionam preços

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A estagnação da produção global de óleo de palma e os mandatos mais altos de biodiesel provavelmente reduzirão neste ano a oferta do óleo vegetal mais usado no mundo, preparando o terreno para novos ganhos nos preços, que estão sendo negociados no nível mais alto em sete meses.

A expectativa é de que a produção de óleo de palma na Indonésia e na Malásia, que respondem pela maior parte da produção global, aumente marginalmente em 2024 ou diminua em relação ao nível do ano passado, já que o envelhecimento das plantações e a falta de expansão limitam a produção, disseram analistas em uma conferência do setor em Kuala Lumpur nesta quarta-feira.

“Os preços do óleo vegetal serão sustentados pelo possível déficit de produção global”, disse o principal analista do setor, Thomas Mielke.

Os estoques de óleo de palma do primeiro produtor mundial, a Indonésia, estão baixos e os estoques do segundo maior produtor, a Malásia, estão diminuindo, acrescentou ele.

O contato de referência do óleo de palma da Malásia saltou na quarta-feira para uma máxima desde o final de julho, para 4.075 ringgit por tonelada, elevando os ganhos em 2024 para quase 10%. O mercado caiu nos últimos dois anos.

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O óleo de palma, que responde por mais da metade das cerca de 90 milhões de toneladas de óleos comestíveis exportadas em todo o mundo, é usado em uma série de produtos, desde chocolates e pizzas até cosméticos, e também como biocombustível.

MENOR CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO

O crescimento anual da produção de óleo de palma em 2023/24 deverá ser o menor em quatro anos, com cerca de 0,2-0,3 milhão de toneladas, disse Mielke, prevendo uma faixa de preço de 3.800-4.300 ringgit nos próximos três meses.

Enquanto a produção de óleo de palma da Indonésia em 2024 será pelo menos um milhão de toneladas menor do que em 2023, a produção da Malásia provavelmente permanecerá inalterada, disse o analista Dorab Mistry.

“Não temos mais condições de expandir a área cultivada. E o perfil de idade das árvores é adverso”, disse Mistry no final do evento.

“Os rendimentos dos cachos de frutas frescas estão caindo e, infelizmente, a aplicação de tecnologia no setor de palma tem sido a mais lenta se considerarmos todo o cenário e o complexo petrolífero mundial.”

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O declínio no crescimento da produção de óleo de palma ocorre em um momento em que a Indonésia provavelmente intensificará o uso obrigatório do produto tropical na fabricação de biodiesel.

“Existe a possibilidade de o novo governo aumentar o B35 para B40”, disse Fadhil Hasan, da Associação de Óleo de Palma da Indonésia (GAPKI), referindo-se à mistura obrigatória de bioconteúdo que atualmente é de 35% de biodiesel.

“Um dos programas do candidato que provavelmente será eleito é a intenção de aumentar para B50, mas isso talvez seja para depois de 2025”, acrescentou.

Até mesmo a produção de biodiesel da Malásia poderá aumentar em 2024 se o programa obrigatório de 20% de biodiesel for implementado em mais áreas, disse a Associação de Biodiesel da Malásia.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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