AGRONEGÓCIO
Pressão no Mercado Interno Impacta Preços da Manga na Bahia
AGRONEGÓCIO
A produção de mangas no Vale do São Francisco, especialmente na Bahia, enfrenta uma situação crítica, intensificada pela constante queda nos preços. Na semana passada, o preço do quilo da manga Palmer foi comercializado a R$ 0,90, enquanto a variedade Tommy foi vendida a R$ 0,62, refletindo uma redução de até 30% em relação à semana anterior, de acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri BA).
Conforme os dados do Seagri BA, a principal causa desse cenário desfavorável é o excesso de oferta, agravado pela diminuição na demanda externa. Os Estados Unidos, que são o maior destino das exportações brasileiras de manga, reduziram suas importações nos últimos meses devido a questões logísticas, incluindo greves nos portos norte-americanos. Esse bloqueio no escoamento internacional levou a um acúmulo de produtos no mercado doméstico, intensificando a pressão sobre os preços.
Técnicos da Seagri preveem que os preços continuarão baixos até o final do ano, uma vez que a demanda interna não é suficiente para equilibrar a oferta. A expectativa de recuperação depende do retorno gradual das exportações para os EUA, o que pode ocorrer à medida que as operações portuárias se normalizem.
Para mitigar as perdas, os produtores de manga no Vale do São Francisco estão explorando alternativas, como a redução dos custos de produção, a diversificação de cultivos e a busca por novos mercados consumidores. Essas estratégias visam assegurar a sustentabilidade da produção a longo prazo, em um momento crítico para o setor, conforme apontam os dados da Seagri.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada
A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.
Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.
Colheita do café conilon registra atraso
O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.
O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.
No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.
Comercialização da safra 2026/27 segue lenta
Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.
De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.
Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.
Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.
“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.
Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica
No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.
Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.
Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.
Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas
O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.
Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.
De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.
“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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