AGRONEGÓCIO
Preços Futuros do Milho Iniciam Sexta-feira em Queda
AGRONEGÓCIO
A sexta-feira (26) começa com os preços futuros do milho em queda na Bolsa Brasileira (B3). Por volta das 09h49 (horário de Brasília), as principais cotações do cereal variavam entre R$ 61,18 e R$ 70,44. O contrato para setembro/24 registrava R$ 61,18, uma desvalorização de 0,34%, enquanto o vencimento para novembro/24 era cotado a R$ 64,91, com uma queda de 0,26%. Já o contrato de janeiro/25 tinha preço de R$ 68,28, com baixa de 0,18%, e março/25 era negociado a R$ 70,44, uma redução de 0,23%.
Mercado Externo
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho também abriram o último pregão da semana em território negativo. Às 09h44 (horário de Brasília), o contrato para setembro/24 estava cotado a US$ 4,01, uma queda de 4,50 pontos, enquanto o vencimento para dezembro/24 registrava US$ 4,16, com perda de 4,25 pontos. Os contratos para março/25 e maio/25 eram negociados a US$ 4,31 e US$ 4,41, respectivamente, ambos com uma desvalorização de 4,25 pontos.
De acordo com o site internacional Farm Futures, os preços do milho recuam nesta manhã de sexta-feira, com os futuros sendo negociados com perdas de 1 a 2 centavos, após a divulgação dos números de exportações na quinta-feira. Segundo o relatório de Vendas de Exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores norte-americanos venderam um total de 13,05 milhões de bushels de milho para embarque na safra 2023/24 durante a semana de 18 de julho. “Isso está na extremidade inferior das estimativas comerciais, que variavam de 7,9 a 27,6 milhões de bushels”, destacou Austin Schroeder, analista da Farm Futures.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha
Mercado Externo
O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.
Mercado Interno
A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.
As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.
No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.
Preços
Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.
Indicadores
- Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
- Área colhida: 90%
- Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
- Milho silagem:
- Área: 345.299 hectares
- Colheita: 87%
- Produtividade média: 37.840 kg/ha
- Soja (RS):
- Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
- Colheita: 68%
- Produtividade média: 2.871 kg/ha
- Feijão 1ª safra:
- Área: 23.029 hectares
- Produtividade média: 1.781 kg/ha
- Feijão 2ª safra:
- Área: 11.690 hectares
- Produtividade média: 1.401 kg/ha
- Arroz irrigado:
- Área: 891.908 hectares
- Colheita: 88%
- Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise
A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.
O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.
No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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