AGRONEGÓCIO
Preços do café recuam mais de 2% nas bolsas internacionais em meio a temores de recessão
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Os contratos futuros do café registraram quedas superiores a 2% nas principais bolsas internacionais na manhã desta quarta-feira (9), com os investidores reagindo às incertezas provocadas pelo acirramento da guerra tarifária e ao temor crescente de uma possível recessão global.
De acordo com o Escritório Carvalhaes, o mercado cafeeiro acompanha o início de profundas transformações nas regras do comércio internacional, cujos impactos ainda são difíceis de mensurar. “Os preços do café tendem a se manter sustentados pelos fundamentos. No entanto, é necessário aguardar os desdobramentos das negociações sobre a implementação das tarifas recíprocas para uma avaliação mais precisa”, destaca o boletim.
A agência Reuters informou que os investidores demonstram preocupação com os efeitos das tarifas sobre a demanda de café nos Estados Unidos. Já a Bloomberg alertou que essas medidas podem interromper o fluxo global de café e agravar a atual escassez de oferta no mercado.
Por volta das 8h50 (horário de Brasília), o contrato de café arábica para maio de 2025 recuava 890 pontos, cotado a 334,00 cents por libra-peso. O vencimento de julho de 2025 apresentava queda de 865 pontos, a 332,70 cents/lbp, enquanto o de setembro recuava 825 pontos, a 328,65 cents/lbp. Já o contrato para dezembro de 2025 registrava baixa de 765 pontos, negociado a 324,45 cents/lbp.
No mercado de Londres, o café robusta também operava em forte queda. O contrato de maio de 2025 recuava US$ 151, cotado a US$ 4.671 por tonelada. O vencimento de julho apresentava baixa de US$ 136, a US$ 4.658 por tonelada; o de setembro caía US$ 134, a US$ 4.610 por tonelada; e o de novembro registrava desvalorização de US$ 135, a US$ 4.528 por tonelada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada
A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.
Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.
Colheita do café conilon registra atraso
O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.
O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.
No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.
Comercialização da safra 2026/27 segue lenta
Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.
De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.
Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.
Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.
“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.
Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica
No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.
Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.
Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.
Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas
O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.
Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.
De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.
“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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