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Preços da banana recuam no Vale do Ribeira com fim do mês e demanda enfraquecida

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Os preços da banana nanica apresentaram retração entre os dias 23 e 27 de fevereiro no Vale do Ribeira (SP), enquanto a banana prata manteve estabilidade no mesmo período. Segundo dados do Hortifrúti/Cepea, a desvalorização da nanica foi impulsionada por aumento pontual na oferta e vendas mais lentas no mercado interno.

A variedade nanica de qualidade superior foi negociada a R$ 1,57/kg, representando uma queda de 6% em relação à semana anterior. Já a banana prata manteve média de R$ 2,64/kg, sem variações significativas.

Oferta em leve crescimento e condições climáticas favoráveis

De acordo com os analistas, as chuvas frequentes e as temperaturas mais elevadas observadas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 favoreceram o desenvolvimento e a maturação dos cachos de banana, especialmente nas regiões produtoras de Jacupiranga e arredores.

Essas condições resultaram em aumento gradual da produção da banana nanica, tendência que deve se intensificar a partir de meados de março, quando o volume disponível deve crescer de forma mais expressiva.

Demanda enfraquecida após o carnaval pressiona o mercado

Além do aumento de oferta, o baixo consumo durante e após o período de carnaval também contribuiu para a pressão sobre os preços. Tradicionalmente, o fim do mês é marcado por menor poder de compra do consumidor, o que reduziu o ritmo de comercialização e fez com que produtores ajustassem as cotações para evitar o acúmulo de fruta madura.

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Estabilidade para a banana prata diante de oferta limitada

Enquanto a nanica enfrentou queda de preços, a banana prata permaneceu com valores estáveis. Mesmo com o consumo reduzido, a oferta limitada da variedade — de acordo com o calendário produtivo regional — impediu ajustes negativos nas cotações.

Expectativas para o início de março são positivas

Para os próximos dias, o setor espera melhora na demanda, impulsionada pelo início do mês e pelo retorno das aulas nas escolas, fatores que tradicionalmente elevam o consumo de frutas. Caso o cenário se confirme, as cotações da banana nanica e prata podem apresentar reação positiva nas primeiras semanas de março.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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