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Preço do trigo segue firme no Sul com oferta restrita e expectativa de maior importação

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O mercado de trigo no Sul do Brasil mantém cenário de preços firmes diante da oferta restrita, da baixa disponibilidade de trigo de qualidade e das incertezas em relação à próxima safra. A avaliação é da TF Agroeconômica, que aponta tendência de aumento das importações e possível alinhamento das cotações internas aos preços internacionais nos próximos meses.

No Rio Grande do Sul, os valores da safra velha continuam avançando de forma gradual. Os moinhos elevaram as indicações para entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada CIF para trigo padrão, sem características de branqueador ou melhorador. No mercado FOB, as referências giram em torno de R$ 1.330 para junho, R$ 1.350 para julho e R$ 1.370 para agosto.

Segundo a consultoria, a redução de área destinada ao cereal no estado é considerada ampla, influenciada pela escassez de sementes e pela menor adoção de tecnologia nas lavouras. Esse cenário tende a limitar a oferta futura e dar sustentação aos preços, embora possa ocorrer pressão pontual durante dezembro em caso de concentração de colheita.

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Em Santa Catarina, o custo do frete continua sendo o principal fator de diferença nas negociações. O trigo catarinense passou a ser negociado entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB. Já o produto vindo do Paraná aparece entre R$ 1.320 e R$ 1.350, enquanto o trigo branqueador do Rio Grande do Sul registra pedidas entre R$ 1.350 e R$ 1.450 por tonelada.

A expectativa de menor produção nacional, combinada à redução de área plantada e ao menor investimento tecnológico, deve ampliar a necessidade de importações ao longo da temporada. Para os analistas, esse movimento pode beneficiar produtores que mantiveram o cultivo do cereal nesta safra.

No Paraná, a escassez de matéria-prima de melhor qualidade segue sustentando os preços em níveis elevados. Negócios recentes foram registrados a R$ 1.350 por tonelada na região central do estado, R$ 1.400 FOB no Norte e R$ 1.450 CIF na região de Curitiba.

Apesar das cotações firmes, o mercado continua travado em algumas regiões. Produtores seguem retraídos, aguardando preços mais altos, enquanto os moinhos demonstram resistência aos atuais níveis de negociação, mesmo diante da diminuição das ofertas mais competitivas.

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Com menor oferta doméstica e demanda ativa da indústria, o mercado brasileiro de trigo deve continuar operando com viés sustentado no curto prazo, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vazio Sanitário da Soja começa em 1º de junho na Região 1 de São Paulo e reforça controle da ferrugem asiática

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A Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) inicia, na próxima segunda-feira (1º de junho), o primeiro período do Vazio Sanitário da Soja na Região 1. A medida faz parte da estratégia estadual de prevenção e controle da ferrugem asiática, uma das principais doenças da cultura no país.

No estado de São Paulo, o calendário do vazio sanitário é dividido em três regiões. As Regiões 2 e 3 terão início nos dias 12 e 15 de junho, respectivamente, ampliando a cobertura da ação fitossanitária em todo o território paulista.

Medida é essencial para quebrar ciclo da ferrugem asiática

O Vazio Sanitário tem como principal objetivo eliminar plantas vivas de soja durante a entressafra, reduzindo a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática e, consequentemente, diminuindo a pressão de inóculo na safra seguinte.

Durante o período estabelecido, fica proibida a semeadura e a manutenção de qualquer planta de soja em estágio vivo no campo, independentemente da finalidade produtiva.

Para produção de sementes ou pesquisas científicas, é obrigatória autorização prévia da Defesa Agropecuária.

“O produtor deve ficar atento ao período correspondente à sua região, garantindo que as áreas permaneçam livres de plantas voluntárias durante todo o vazio sanitário”, destaca a engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, Jucileia Wagatsuma.

Responsabilidade se estende a áreas públicas e privadas

Além dos produtores rurais, instituições concessionárias e administradoras de áreas públicas também são responsáveis por manter suas áreas livres de plantas vivas de soja durante o período do vazio sanitário.

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A medida reforça o caráter coletivo do controle fitossanitário, essencial para reduzir riscos de disseminação da doença em escala regional.

Cadastro de áreas produtoras de soja é obrigatório

A Defesa Agropecuária também reforça que, conforme a Resolução SAA 87/2024, o cadastro das áreas produtoras de soja é obrigatório em todo o estado de São Paulo.

O registro deve ser realizado em até 15 dias após o término do calendário de semeadura e pode ser feito de forma simples, inclusive por meio de dispositivos móveis, ou presencialmente nas unidades da Defesa Agropecuária.

Os endereços das unidades estão disponíveis no site oficial do órgão: Defesa Agropecuária SP – Unidades e Endereços https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/enderecos/

Vazio Sanitário fortalece segurança produtiva da soja

Considerado uma das principais ferramentas de sanidade vegetal na cultura da soja, o vazio sanitário contribui diretamente para a redução de perdas na produção e para o fortalecimento da segurança fitossanitária no estado.

A estratégia integrada entre governo e produtores é considerada fundamental para manter a competitividade da cadeia produtiva e reduzir impactos de doenças na próxima safra.

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Cadastro via celular

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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