AGRONEGÓCIO
Nova tributação sobre LCAs pode elevar custo do crédito rural e impactar produtores
AGRONEGÓCIO
O recente anúncio do governo federal de aplicar uma alíquota de 5% sobre as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) traz preocupação ao mercado de crédito rural no Brasil. A avaliação é de José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, que alerta para os possíveis efeitos negativos dessa medida sobre o financiamento agrícola.
LCAs são essenciais para o financiamento do agronegócio
Atualmente, as LCAs respondem por cerca de 40% a 50% das operações de crédito para a agricultura empresarial, constituindo uma das principais fontes privadas de recursos para o setor.
“A LCA é a base para captação dos recursos financeiros que sustentam o crédito ao produtor rural”, explica Lima Júnior.
Na safra 2023/24, as LCAs financiaram aproximadamente R$ 158 bilhões, representando 40% do total disponível. Para a safra 2024/25, a projeção é de R$ 108 bilhões em financiamentos por meio desse instrumento.
Impacto da tributação no custo do crédito
Com a introdução da tributação, os investidores devem exigir retornos mais altos para continuar aplicando em LCAs. Isso gera pressão sobre os bancos, que podem aumentar as taxas de juros repassadas aos produtores rurais.
Estima-se que um acréscimo de 1 a 2 pontos percentuais no custo de captação das LCAs resulte em um aumento de 0,5 a 1,5 ponto percentual nos juros finais para o agricultor, dependendo dos prazos de financiamento.
Cenário desafiador para o Plano Safra 2025/26
O aumento no custo do crédito ocorre em um contexto de taxa Selic elevada, atualmente em 14,75%, e crescimento da dívida pública, dificultando a oferta de juros atrativos para o agronegócio.
“Com as condições atuais, é pouco provável que o Plano Safra 2025/26 ofereça taxas competitivas para o setor”, afirma Lima Júnior.
Contraste com medidas recentes do CMN
A nova tributação contrasta com iniciativas recentes do Conselho Monetário Nacional (CMN), que em maio ampliou o prazo mínimo de permanência nas LCAs para fortalecer a base de captação de recursos do setor.
Embora o objetivo declarado da taxação seja manter a estabilidade, a medida pode comprometer a função principal das LCAs: fomentar investimentos produtivos no campo e impulsionar o desenvolvimento regional.
A nova taxação sobre as Letras de Crédito do Agronegócio ameaça aumentar o custo do crédito rural no Brasil, elevando os juros para os produtores e impactando negativamente o financiamento agrícola, justamente em um momento de alta na taxa básica de juros e desafios econômicos para o setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada
A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.
Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.
Colheita do café conilon registra atraso
O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.
O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.
No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.
Comercialização da safra 2026/27 segue lenta
Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.
De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.
Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.
Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.
“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.
Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica
No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.
Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.
Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.
Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas
O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.
Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.
De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.
“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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