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Mercado doméstico de café antecipa dia de negociações lentas

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Isso se deve à tendência de queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e à desvalorização do dólar em relação ao real. Com esses fatores influenciando o mercado, os produtores estão adotando uma postura mais cautelosa, aguardando por movimentos mais claros nos indicadores de referência.

Dia Anterior: Café Arábica em Alta, Conilon Estável

Na terça-feira (9), o mercado brasileiro de café testemunhou preços mais elevados para o café arábica e estabilidade para o conilon. O avanço do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) impulsionou as cotações, enquanto o conilon permaneceu estável, apesar da queda do robusta em Londres e da desvalorização do dólar. O dia foi marcado por pouca atividade no Brasil, com algumas transações isoladas e volume moderado de comercialização.

Variações de Preços
  • Café arábica, bebida boa com 15% de catação, teve variação para R$ 1.150,00/1.155,00 a saca, em comparação com R$ 1.140,00/1.145,00 anteriormente.
  • No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação foi negociado a R$ 1.155,00/1.160,00 a saca, ante R$ 1.145,00/1.150,00 do dia anterior.
  • Café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 1.020,00/1.025,00 a saca, comparado a R$ 1.010,00/1.020,00 do dia anterior.
  • O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, permaneceu em R$ 1.025,00/1.030,00 a saca, e o 7/8 em R$ 1.020,00/1.025,00, sem variações significativas.
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Indicadores e Tendências

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) aumentaram para 621.870 sacas de 60 quilos em relação ao dia anterior. Enquanto isso, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), os contratos com entrega em julho/24 registraram uma queda de 0,42%.

Contexto Financeiro e Global

O dólar comercial e o Dollar Index apresentaram ligeiras quedas, enquanto as bolsas asiáticas encerraram em baixa e as bolsas europeias operam em alta. O preço do petróleo também registrou aumento, cotado a US$ 85,84 o barril em Nova York.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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