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Mercado de Trigo no Brasil Mostra Negócios Pontuais em Meio a Incertezas Climáticas e Políticas

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O mercado brasileiro de trigo apresentou transações pontuais ao longo da semana, com a retração dos agentes do setor, impactados por uma série de fatores, como as incertezas climáticas, as eleições nos Estados Unidos e o recente anúncio de aquisições pelo governo federal para os estoques públicos de trigo. Esses elementos mantiveram os produtores e comerciantes em uma postura cautelosa, dificultando a realização de negócios mais expressivos.

Conab e Situação das Colheitas no Brasil

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que, até 3 de novembro, a colheita da safra 2024 de trigo no Brasil atingiu 69,3% da área plantada nos oito principais estados produtores: Goiás, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, que representam 99,9% da produção nacional. Na semana anterior, o progresso era de 56%, e no mesmo período do ano passado, o índice era de 71,8%.

Paraná

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) indicou que a colheita da safra 2023/24 atingiu 95% da área cultivada, que soma 1,146 milhão de hectares, uma redução de 18% em relação aos 1,392 milhão de hectares de 2023. A condição das lavouras paranaenses é diversa: 53% estão em boas condições, 35% em situação média e 12% em estado ruim. As lavouras encontram-se em sua maioria nas fases de maturação (98%) e frutificação (2%).

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Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a colheita de trigo avançou para 64% da área cultivada, conforme dados da Emater/RS. Em comparação com a semana anterior, o progresso era de 48%, e no mesmo período de 2023, a colheita estava em 79%. A área cultivada no estado foi estimada em 1.322.167 hectares, uma redução de 12,2% em relação aos 1.505.807 hectares de 2023. A produtividade esperada é de 3.116 kg/ha, ligeiramente superior à estimativa inicial de 3.100 kg/ha, refletindo um aumento de 77,9% em relação à safra passada. A produção estimada é de 4.120.035 toneladas, o que representa um crescimento de 1,26% em relação à projeção inicial.

Argentina

Na Argentina, a colheita de trigo atingiu 12,1% da área cultivada. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires reportou um avanço de 4,4 pontos percentuais em relação à semana anterior. A produtividade está em 1,29 toneladas por hectare, e a projeção de produção permanece em 18,6 milhões de toneladas. Até o momento, foram colhidas 978.452 toneladas ao longo de 758.301 hectares. A área total estimada para a safra é de 6,3 milhões de hectares, dos quais 6,243 milhões estão aptos para a colheita. No ano passado, a área plantada foi de 5,9 milhões de hectares.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

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Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

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O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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