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Licenciamento Ambiental: ex-ministro Neri Geller participa de debate em rede nacional

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GloboNews promoveu um debate de alto nível sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental
GloboNews promoveu um debate de alto nível sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental

Na noite deste sábado (09), a GloboNews promoveu um debate de alto nível sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, tema considerado estratégico para o futuro do agronegócio brasileiro. Entre os convidados, esteve o ex-ministro da Agricultura e ex-deputado federal Neri Geller, que foi relator do projeto de lei na Câmara dos Deputados.

O convite feito pela emissora ao ex-ministro reforça o reconhecimento nacional da sua liderança e conhecimento técnico na área, especialmente por ter conduzido a tramitação do PL em diálogo com a classe produtiva, a indústria e o setor ambiental.

Durante o programa, mediado pelo jornalista e ambientalista André Trigueiro, Neri Geller defendeu a importância da nova lei para destravar investimentos e reduzir a burocracia, garantindo prazos para manifestação de órgãos como IPHAN, ICMBio e Incra, sem abrir mão da responsabilidade ambiental.

“O Brasil precisa avançar no desenvolvimento socioeconômico com responsabilidade. É possível produzir e preservar, e o produtor rural é parte dessa solução”, destacou Geller.

A bancada contou ainda com a participação de Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e atual coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, que apresentou contrapontos à proposta.

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Para os produtores rurais de Mato Grosso, especialmente do interior do estado, o debate trouxe informações relevantes sobre os 63 vetos presidenciais à lei, que agora devem ser rediscutidos no Congresso Nacional. Segundo Geller, a derrubada de alguns desses vetos é fundamental para assegurar segurança jurídica e competitividade ao agro brasileiro.

O programa reforçou o papel de Mato Grosso e de seus representantes no cenário nacional, mostrando que a pauta ambiental e a produção agropecuária podem caminhar juntas, fortalecendo a imagem do estado como potência produtiva e sustentável.

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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