AGRONEGÓCIO
Gestão Eficiente de Desperdícios na Pecuária: A Tecnologia ao Alcance do Produtor para Aumentar a Lucratividade
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A eficiência na gestão de insumos é um dos pilares da pecuária lucrativa. Em um setor onde os custos com nutrição animal representam uma fatia significativa das despesas de produção, reduzir desperdícios torna-se essencial para manter a competitividade. Pequenos desperdícios diários, muitas vezes despercebidos, podem resultar em perdas consideráveis ao longo do ciclo produtivo. De acordo com estudos, uma fazenda com produtividade média de 5 arrobas por hectare pode perder até R$ 190 por hectare ao ano devido a práticas de manejo ineficazes.
No entanto, a boa notícia é que, por meio de planejamento adequado e da implementação de tecnologias, esse cenário pode ser revertido. Mariana Rodrigues, diretora de operações e marketing da Siltomac, destaca que a pecuária de precisão não é uma exclusividade de grandes confinamentos. “A tecnologia desempenha um papel fundamental na pecuária moderna, mas isso não significa que seja restrita aos grandes players do mercado. Pequenos e médios produtores também podem, e devem, adotar práticas de precisão para otimizar custos e aumentar a lucratividade”, enfatiza.
Precisão no Cocho: Controle de Desperdícios
O desperdício na alimentação do rebanho pode ocorrer por diversos fatores, como erros na pesagem, distribuição desigual da ração e a falta de controle sobre o consumo pelos animais. Métodos tradicionais de manejo nem sempre asseguram a precisão necessária, e a ausência de um sistema de monitoramento eficaz pode resultar tanto na subalimentação quanto na superalimentação dos animais.
Atualmente, estão disponíveis no mercado soluções tecnológicas acessíveis que automatizam a pesagem e a distribuição da ração, oferecendo um controle mais preciso dos insumos. Equipamentos como a Solumac, uma balança inteligente e sem fio, permitem que o pecuarista tenha maior previsibilidade dos custos e minimize desperdícios, melhorando o aproveitamento nutricional oferecido ao rebanho. Segundo levantamento do Sebrae, 84% dos produtores rurais já utilizam algum tipo de tecnologia no campo, seja para monitoramento, gestão ou automação de processos.
“Investir em tecnologia não significa apenas reduzir perdas, mas também melhorar o uso dos recursos e tornar a produção mais eficiente e sustentável no longo prazo”, complementa Mariana Rodrigues.
A Economia Gerada pela Redução de Desperdícios: Reinvestindo no Crescimento
A redução de desperdícios impacta não só os custos imediatos, mas também cria oportunidades para reinvestimentos na propriedade. Estudos indicam que a adoção de tecnologias de precisão pode aumentar a rentabilidade da produção em até 30%. Com maior controle sobre os insumos e custos operacionais mais previsíveis, o pecuarista pode redirecionar recursos para modernizar a fazenda, adquirir equipamentos mais eficientes e aumentar a produtividade.
Ao longo do tempo, esse ciclo de economia gerada pela redução de desperdícios financia novos investimentos em tecnologia, o que, por sua vez, propicia ainda mais lucro. “Cada quilo de ração desperdiçado representa dinheiro perdido. Ao otimizar o uso dos insumos, o produtor não apenas reduz custos, mas também cria oportunidades para expandir sua propriedade”, conclui Mariana Rodrigues.
Independentemente do porte da fazenda, práticas de manejo eficientes e tecnologias acessíveis tornam-se aliadas poderosas para transformar desperdícios em novas oportunidades de crescimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada
A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.
Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.
Colheita do café conilon registra atraso
O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.
O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.
No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.
Comercialização da safra 2026/27 segue lenta
Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.
De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.
Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.
Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.
“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.
Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica
No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.
Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.
Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.
Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas
O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.
Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.
De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.
“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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