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Energia solar no agronegócio reduz custos e transforma a produção rural no Brasil

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Energia solar avança no agronegócio e se consolida como ferramenta estratégica no campo

A energia solar tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro e vem transformando a gestão de custos e a operação de propriedades rurais de diferentes portes. A tecnologia, cada vez mais presente no campo, já é aplicada em atividades como irrigação, bombeamento de água, resfriamento de leite, armazenagem de grãos e climatização de estruturas agrícolas.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o agronegócio representa cerca de 29% da energia renovável consumida no Brasil, reforçando o papel do setor na transição energética nacional.

Com isso, a energia fotovoltaica passa a ser vista não apenas como alternativa sustentável, mas como solução estratégica para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos operacionais.

Redução de custos e previsibilidade financeira impulsionam adoção no campo

Um dos principais fatores que explicam a expansão da energia solar no meio rural é a redução significativa das despesas com energia elétrica, que representam uma parcela relevante dos custos operacionais do agronegócio.

De acordo com especialistas do setor, a geração própria de energia permite maior previsibilidade financeira, reduzindo a exposição às variações tarifárias e melhorando o planejamento da produção.

“O produtor que consegue reduzir essa despesa de forma consistente ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.

Irrigação e armazenagem de grãos lideram aplicações da energia solar no agro

Entre as principais aplicações da energia solar no campo, os sistemas de irrigação se destacam pelo alto consumo energético. Em culturas que dependem de bombeamento constante de água, especialmente em períodos de estiagem, a tecnologia pode reduzir os custos com energia em até 90%, dependendo do sistema adotado e do uso de armazenamento.

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Além disso, a energia fotovoltaica tem sido amplamente utilizada em silos, câmaras frias, galpões e sistemas de ventilação, estruturas que exigem fornecimento contínuo de energia durante o ciclo produtivo.

Essas aplicações contribuem diretamente para a redução de perdas pós-colheita e para a melhoria da eficiência logística dentro das propriedades rurais.

Tecnologia amplia autonomia energética e fortalece a operação rural

Segundo especialistas, a energia solar deixou de ser apenas uma solução ambiental para se tornar uma ferramenta de gestão dentro das propriedades rurais.

“O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, explica Raphael Brito.

Na pecuária, a tecnologia também vem sendo adotada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para o rebanho. Em regiões mais afastadas dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode ser instável, a geração própria garante maior segurança operacional.

Energia solar ganha espaço como investimento de longo prazo no agronegócio

Além da economia direta na conta de luz, fatores como longa vida útil dos equipamentos e baixa necessidade de manutenção reforçam a atratividade da energia solar no campo.

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Para o setor, a tecnologia se consolida como um investimento de longo prazo, alinhado à busca por maior eficiência e sustentabilidade econômica.

“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, finaliza o CEO da Solarprime.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do algodão avança no Brasil, mas controle do bicudo ainda domina atenção dos produtores

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A colheita do algodão começa a ganhar ritmo nas principais regiões produtoras do Brasil, mas o foco dos agricultores ainda está concentrado no controle de pragas, especialmente do bicudo-do-algodoeiro, uma das maiores ameaças à produtividade e à qualidade da fibra.

De acordo com o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até a última sexta-feira (12), a colheita alcançava 1,7% da área cultivada no país. O percentual representa avanço em relação aos 0,9% registrados na semana anterior, embora permaneça abaixo dos 2,8% observados no mesmo período da safra passada.

Apesar do atraso em relação a 2025, o desempenho atual segue acima da média dos últimos cinco anos, estimada em 1,4%, indicando evolução gradual dos trabalhos no campo.

Bahia lidera colheita do algodão no país

Entre os estados produtores, a Bahia apresenta o maior percentual de áreas colhidas, com 7% dos trabalhos concluídos. Na sequência aparecem Mato Grosso do Sul, com 3%, Goiás, com 2%, Minas Gerais, com 1%, e Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra, com 0,2% da área colhida.

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Enquanto a colheita avança lentamente, a maior parte das lavouras brasileiras segue em fases finais do ciclo produtivo. Segundo a Conab, cerca de 80,5% das áreas encontram-se em maturação, enquanto 17,6% ainda estão na etapa de formação de maçãs e enchimento dos capulhos.

Controle do bicudo continua sendo prioridade

Nas principais regiões produtoras, o manejo fitossanitário permanece como uma das principais preocupações dos agricultores. Em Mato Grosso, onde a colheita começou recentemente, os esforços seguem concentrados no monitoramento e controle do bicudo-do-algodoeiro.

A praga é considerada uma das mais prejudiciais à cultura, podendo comprometer significativamente a produtividade e elevar os custos de produção caso não seja controlada de forma eficiente.

Especialistas destacam que o sucesso da safra dependerá não apenas do desempenho da colheita, mas também da manutenção da sanidade das lavouras até o encerramento do ciclo.

Clima favorece qualidade da fibra na Bahia

Na Bahia, segundo maior produtor de algodão do país, a colheita apresenta atraso em relação ao cronograma habitual devido ao prolongamento do ciclo da cultura. O fenômeno está associado às temperaturas noturnas mais baixas registradas durante o desenvolvimento das plantas.

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Embora tenha retardado o avanço dos trabalhos, esse cenário climático tende a favorecer a qualidade da fibra, fator considerado positivo para a comercialização e para a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional.

Perspectivas para a safra

Com a maturação avançando em grande parte das áreas cultivadas, a expectativa é de aceleração da colheita nas próximas semanas, especialmente em Mato Grosso e na Bahia, estados responsáveis por parcela significativa da produção nacional.

O setor acompanha atentamente as condições climáticas e a evolução do controle fitossanitário, fatores que serão determinantes para consolidar o potencial produtivo da safra e garantir a qualidade da fibra destinada aos mercados interno e externo.

O Brasil segue entre os maiores exportadores mundiais de algodão, e o desempenho desta safra será estratégico para manter a competitividade da cadeia produtiva e ampliar a participação do país no comércio global da pluma.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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