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Emater-MG divulga classificados para segunda fase do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais 2025

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A lista completa dos classificados está disponível no site da Emater-MG.

Critérios de classificação e categorias

Para avançar à segunda fase, as amostras precisaram atingir nota mínima de 85 pontos, em uma escala de 0 a 100, seguindo a metodologia da Specialty Coffee Association (SCA).

Entre as amostras classificadas:

  • 191 pertencem à categoria Café Natural
  • 80 são da categoria Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado

A região Matas de Minas se destacou novamente, com 172 amostras aprovadas, seguida pelo Sul de Minas, com 57 finalistas. As demais amostras classificadas são do Cerrado Mineiro e Chapada de Minas.

Avaliações sensoriais da primeira fase

As provas da primeira fase ocorreram em setembro, na cidade de Boa Esperança, Sul de Minas. As análises foram conduzidas por uma equipe coordenada pelo provador Gilmar Cabral, com mais de 10 mil xícaras degustadas durante o processo.

Entrega de novas amostras e próximos passos

Os produtores classificados devem entregar uma nova amostra de dois quilos do mesmo lote até 30 de outubro, em qualquer escritório da Emater-MG.

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O envio deve incluir a mesma ficha de inscrição da primeira fase, sem necessidade de novo cadastro.

É necessário reservar cinco sacas beneficiadas de 60 kg do café concorrente (tipo 2, peneira 15 acima, umidade entre 10% e 12%), informando o local de armazenamento.

A segunda fase de análises será realizada entre 10 e 14 de novembro, no Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf) da Universidade Federal de Lavras (UFLA). Um grupo de oito juízes selecionará as 40 melhores amostras, divididas igualmente entre as duas categorias.

A etapa final ocorrerá em 24 de novembro, em Belo Horizonte, quando serão definidos os campeões regionais e o melhor café de Minas Gerais de 2025. A premiação será realizada em dezembro, na capital mineira.

Evolução da qualidade dos cafés mineiros

Segundo Willem de Araújo, coordenador técnico da Emater-MG:

“Nesta edição, 87% das amostras avaliadas na primeira fase obtiveram nota acima de 80 pontos, sendo consideradas cafés especiais segundo a metodologia da SCA. Além disso, 16% das amostras alcançaram pontuação entre 84 e 85 pontos, mostrando a evolução contínua da qualidade dos cafés mineiros.”

Ele ressalta que, nos últimos dez anos, o concurso tem evidenciado melhorias no pós-colheita, refletindo em grãos com características sensoriais cada vez mais valorizadas.

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Parcerias e patrocínios

O concurso é realizado em parceria com:

  • Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa)
  • Universidade Federal de Lavras (Ufla)
  • Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe)
  • Conselho Nacional do Café (CNC)

O evento conta com patrocínio de Sicoob Crediminas e Supermercados Verdemar.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelos telefones (31) 3349-8075 / 8091 / 8173 ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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