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Dólar em Alta: Reação ao Orçamento de 2025 e Expectativas para o Cenário Econômico

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O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (21), com os investidores atentos ao Orçamento de 2025, recentemente aprovado pelo Congresso Nacional. Na véspera, a moeda americana subiu 0,50%, sendo cotada a R$ 5,6757. Já o principal índice da bolsa, o Ibovespa, encerrou o pregão com queda de 0,38%, aos 132.008 pontos.

O destaque do Orçamento de 2025, que deveria ter sido votado no final do ano passado, mas foi adiado devido a impasses relacionados ao pagamento de emendas parlamentares, está na previsão de um aumento da arrecadação da União. O superávit esperado é de R$ 15 bilhões, com recursos destinados principalmente para emendas parlamentares (R$ 50 bilhões) e reajustes salariais de servidores públicos (R$ 27,9 bilhões), além de investimentos em concursos e ministérios.

Com o cenário internacional também com agenda vazia, o foco recai sobre o discurso de um dirigente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que manteve as taxas de juros inalteradas entre 4,25% e 4,50% ao ano, mas sinalizou a possibilidade de dois cortes ainda em 2025.

Cotações e Expectativas do Mercado

Às 09h01, o dólar subia 0,20%, cotado a R$ 5,6873. O dia anterior registrou uma alta de 0,50%, fechando a R$ 5,6757. Com essa variação, a moeda americana acumula uma queda de 1,18% na semana, recuo de 4,07% no mês e perda de 8,16% no ano.

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No mercado acionário, o Ibovespa iniciou o pregão às 10h, com uma queda de 0,38% no dia anterior, encerrando aos 132.008 pontos. O índice acumula uma alta de 2,37% na semana, avanço de 7,50% no mês e ganho de 9,75% no ano.

Impactos das Decisões Monetárias

O mercado segue refletindo as recentes decisões de política monetária do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve. Na noite de quarta-feira (19), o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic para 14,25% ao ano, consolidando a quinta alta consecutiva. O BC já indicou a possibilidade de mais um aumento na próxima reunião, em maio.

Até fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 5,06% em 12 meses. Para o final de 2025, a expectativa é de uma inflação de 5,66%, conforme o Boletim Focus do BC. Caso esse patamar se confirme, a inflação continuará acima da meta estabelecida, que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,50% e 4,50%.

Sidney Lima, analista de investimentos da Ouro Preto Investimentos, comenta que a alta da Selic encarece o crédito e reduz o consumo, o que pode desacelerar a economia no médio prazo. Contudo, ele alerta que, sem ajustes fiscais e um ambiente econômico mais confiável, os efeitos positivos da política monetária podem ser limitados.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se posicionou sobre a situação econômica, defendendo que não é necessário um período de recessão para controlar a inflação. Ele acredita que é possível administrar a economia de forma sustentável sem permitir que a inflação saia de controle. Haddad ainda ressaltou a importância de uma votação rápida do Orçamento de 2025 pelo Congresso.

Perspectivas Externas

Internacionalmente, os investidores seguem atentos às decisões do Federal Reserve. O banco central americano optou por manter suas taxas de juros entre 4,25% e 4,50%, mas indicou que duas reduções podem ocorrer ainda em 2025, embora as incertezas econômicas nos EUA estejam crescendo.

Economistas alertam para os efeitos das tarifas impostas pela administração Trump, que, embora algumas tenham sido suspensas, continuam a impactar a economia. Essas tarifas elevam os custos de produção e podem ser repassadas ao consumidor, aumentando a inflação nos EUA e prejudicando a confiança dos consumidores, o que pode gerar temores de desaceleração ou até recessão na maior economia global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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