INTERCÂMBIO
Comitiva dos EUA conhece sistema de produção da Marfrig e destaca projeto Conexão Comunidade
AGRONEGÓCIO
Com o objetivo de criar relacionamento e trocar boas práticas, a Marfrig, em Várzea Grande, recebeu uma comitiva dos Estados Unidos, da unidade National Beef Packing Company.
De acordo com o diretor de Operações América do Sul da Marfrig, Celso Luís Cancela, a ação caracteriza um intercâmbio profissional, “Com essa vinda já tivemos uma grande troca de experiência e, na sequência, iremos com a equipe do Brasil para conhecer todas as práticas que eles têm e que são diferentes das nossas. Isso dará sinergia para realizarmos melhorias de resultados e aproximação de equipes”, adiantou o diretor.
Celso destacou que o ponto que chamou mais a atenção da comitiva internacional foi a gestão de indicadores. “A forma como nós obtemos os resultados, principalmente de rendimentos, de custos, produtividade e a capacitação dos nossos líderes chamaram a atenção. Outro destaque foi o projeto de integração da sociedade, o ‘Conexão Comunidade’, já que presenciaram a inauguração da área de lazer destinada aos funcionários. A companhia é muito grande, e costumo dizer que em algum lugar alguém faz algo melhor que o outro, e por isso essas trocas são de grande valia”, enfatizou.
O gerente industrial da Marfrig em Várzea Grande, Bernardo Coiro, também ressaltou a importância da expedição. “Os nossos colegas norte-americanos conseguiram acompanhar e analisar a nossa produção aqui no Brasil, confrontando com a maneira que é feita nos Estados Unidos. Essa integração das fábricas soma muito e reflete diretamente nos resultados finais”, expôs.
Conexão Comunidade
As visitas realizadas na Marfrig fazem parte do projeto Conexão Comunidade, que tem como objetivo aproximar cada vez mais a empresa com o público externo. “Essa troca de experiências contribui com o crescimento e a melhoria contínua da companhia, além de dar oportunidade às pessoas, de conhecerem as instalações da fábrica, entender os processos de produção e interagir com os profissionais responsáveis por cada setor”, explica a especialista de informações gerenciais da Marfrig, Cleonice Medeiros Pinheiro.
Sobre a Marfrig
A Marfrig é uma das companhias líderes em carne bovina e maior produtora de hambúrguer no mundo, com receita líquida de R$ 31,8 bilhões no primeiro trimestre de 2023 e capacidade diária de abate de mais de 29.100 bovinos em suas unidades da América do Sul e América do Norte, bem como, capacidade de produção de 222.000 toneladas de hambúrgueres por ano.
Reconhecida pela qualidade de seus produtos e por sua atuação sustentável, a Marfrig mantém projetos pioneiros para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
Em Várzea Grande, a unidade realiza as operações de abate e desossa; industrializados e graxaria. Trabalho feito com autorização dos órgãos de fiscalização ambientais do município e do governo estadual. É a maior empresa empregadora privada da região, recordista na geração de empregos e receita para a cidade. Já a produção de carne in natura e industrializados é destinada ao mercado interno e externo. São 2.400 abates por dia, sendo 16,5 mil toneladas de alimentos por mês e 4,8 toneladas de alimentos por dia.
AGRONEGÓCIO
Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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