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Brasil aciona OMC contra tarifas dos EUA e acusa violação de compromissos comerciais

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O governo do Brasil formalizou nesta semana um pedido de consultas junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, as medidas adotadas pelo governo norte-americano representam uma violação direta de compromissos firmados pelos EUA no âmbito da OMC.

Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, os Estados Unidos “violam flagrantemente compromissos centrais assumidos por aquele país na OMC, como o princípio da nação mais favorecida e os tetos tarifários negociados no âmbito daquela organização”.

Primeiro passo formal no sistema de solução de controvérsias da OMC

O documento encaminhado à OMC é um pedido de consultas, mecanismo previsto pelas regras da entidade com o objetivo de permitir uma solução negociada entre os países antes do eventual estabelecimento de um painel de disputa comercial.

Essa etapa inicial marca o início formal do processo dentro do sistema de solução de controvérsias da organização. O governo brasileiro destacou, no comunicado, sua disposição para negociar e afirmou esperar que as consultas contribuam para resolver o impasse.

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A definição da data e do local das consultas será feita em comum acordo entre os dois países nas próximas semanas.

Tarifas anunciadas por Trump dificultam exportações brasileiras

As tarifas em questão foram anunciadas no mês passado pelo ex-presidente Donald Trump, atualmente candidato à presidência dos EUA. As medidas foram apresentadas como forma de retaliação pelo envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro em investigações sobre tentativa de golpe de Estado, tema que segue em análise pela Justiça brasileira.

Na prática, as tarifas de 50% impostas sobre diversos produtos brasileiros tornam inviável a sua comercialização no mercado norte-americano, elevando a tensão comercial entre os dois países.

O governo brasileiro busca reverter a medida e restabelecer as condições de comércio pactuadas anteriormente no âmbito da OMC.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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